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20/10/2010 11:11
Acácio Gomes
O coordenador regional do Partido Verde no Litoral Norte, Nuno Gallo, vice-prefeito de Ilhabela, considerou extremamente coerente a decisão de Marina Silva pela independência no segundo turno das eleições presidenciais. Com isso, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) duelam nas urnas no dia 31 de outubro sem o aval da pevista.
“Assim como em nível nacional, no Estado, no Litoral Norte e nos municípios o apoio a esse ou aquele candidato era bem dividido. Foi uma decisão coerente”, avaliou Nuno Gallo.
Segundo ele, não havia outra decisão que não fosse à neutralidade por tudo aquilo que Marina pregou durante a disputa eleitoral. “Isso a credencia já em 2011 ser um opositora responsável”, visionou.
Mesmo com a neutralidade, Nuno Gallo disse que os diretórios municipais do Partido Verde no Litoral Norte estarão realizando seus encontros para dizer aos filiados que os mesmos estão liberados para apoiar quem desejar.
“Podem decidir pelo apoio individual, mas não poderão usar o escudo ou brasão do PV para fazer campanha para José Serra ou Dilma”, esclarece.
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Em sintonia com os dirigentes do PV, a ex-candidata e senadora Marina Silva (PV-AC) anunciou no último domingo a sua posição de independência no segundo turno em convenção com militantes e não militantes do partido em São Paulo.
A posição contribui com o equilíbrio do processo eleitoral, segundo ela. “No meu entendimento, expressa o que deve ser a nossa posição no segundo turno”, disse.
Em rápida votação, os 92 membros com direito a voto do partido votaram em sua maioria pela independência. Em seu discurso, Marina criticou o velho pragmatismo que dominou a disputa política entre PT e PSDB.
A senadora leu uma carta, que será encaminhada aos candidatos José Serra e Dilma Rousseff, em que chama os dois partidos de fiadores “do conservadorismo”. “A escolha se estende agora à atitude de vocês”, disse Marina.
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